O Samba Que O Tempo Me Deu

Seu Elias

Se a inspiração tantas vezes não bate na porta,
Não brota das cinzas de graça nem dá no jardim,
Quem dera essa falsa tristeza tivesse a coragem
De espantar os ventos, lamentos, dizer o seu fim.

O samba seria um tipo de erva daninha,
Uma loteria, um sol, uma arma do bem,
Seria o destino que escreve o acaso de tudo,
A forma perfeita da roda da vida de alguém.


O verso que chama aquele desejo profundo
De cantar as coisas bonitas que o tempo me deu,
Seguimos em frente em busca do samba de um mundo,
Mais mundo onde o louco ainda pudesse ser eu.

La, laraia, laraia laraia laralaia
La, laraia, laraia laraia laralaia